A Apple está enfrentando dificuldades para modernizar a Siri, e o motivo parece ser uma combinação de liderança hesitante e o rígido compromisso da empresa com a privacidade dos usuários.
Segundo um relatório do jornalista Wayne Ma, do The Information, ex-funcionários da divisão de IA da Apple revelam que o progresso tem sido lento e desorganizado – tanto que a equipe brincava chamando o projeto de “AIMLess” (algo como “sem rumo”), um trocadilho com a sigla do departamento.
A maior parte das críticas recai sobre Robert Walker, executivo responsável pela Siri, acusado de ser excessivamente cauteloso e pouco ambicioso.
Um dos momentos mais frustrantes aconteceu durante a WWDC do ano passado, quando a Apple anunciou supostas novidades em IA para a assistente virtual – mas, para a surpresa dos próprios desenvolvedores, as mudanças se resumiram a uma animação colorida, sem nenhuma melhoria real por trás.
Historicamente, a Apple só apresenta funcionalidades completamente prontas e aprovadas pelo marketing. Por isso, o fato de terem mostrado algo ainda em desenvolvimento para o iOS 18.1 e 18.2 já foi uma surpresa.
Mas parece que a empresa está finalmente disposta a mudar. Craig Federighi, vice-presidente sênior de Engenharia de Software, assumiu o comando do desenvolvimento de IA por meio de um novo grupo chamado Intelligent Systems – o que pode gerar tensões internas, já que a área ainda está oficialmente sob o comando de John Giannandrea.
Outra grande novidade é que a Apple está flexibilizando sua política de desenvolvimento e passará a usar modelos de IA de código aberto, abandonando a antiga postura de criar tudo internamente.
Essa mudança pode acelerar a integração de tecnologias modernas e, quem sabe, finalmente colocar a Siri no mesmo patamar de rivais como Google e OpenAI.
Será que a assistente da Maçã vai deixar de ser uma piada? A torcida é que sim!



