Apple Watch recebe aprovação para detecção de hipertensão

Renê Fraga
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📰 Principais destaques:

  • O Apple Watch ganhou liberação da FDA para emitir alertas de hipertensão.
  • Recurso chegará a mais de 150 países e pode ajudar milhões de pessoas a identificar riscos de saúde.
  • A novidade funcionará em segundo plano e tem potencial de salvar vidas ao estimular cuidados preventivos.

Uma vitória importante para a saúde digital

Nesta semana, a Apple recebeu a aprovação oficial da FDA (Food and Drug Administration, nos Estados Unidos) para um recurso que promete ser revolucionário: as notificações de hipertensão no Apple Watch.

A funcionalidade, que será lançada já na próxima semana, estará presente nos novos Apple Watch Series 11 e Ultra 3, mas também chegará a modelos anteriores como o Series 9, Series 10 e Ultra 2.

A chegada desse recurso marca um novo capítulo na forma como os usuários podem monitorar sua saúde no dia a dia, apenas usando o relógio no pulso.

Mais do que conveniência, trata-se de uma ferramenta poderosa na prevenção de problemas cardiovasculares.


Como funciona essa novidade

De acordo com a Apple, o relógio utiliza o sensor óptico de batimentos cardíacos para analisar como os vasos sanguíneos respondem ao fluxo sanguíneo.

Em segundo plano, e de maneira contínua, o algoritmo observa os padrões por períodos de 30 dias. Caso perceba sinais consistentes de hipertensão, o usuário recebe um alerta.

Esse tipo de notificação não substitui uma consulta médica ou exames clínicos, mas funciona como um aliado extra.

A ideia é oferecer insights valiosos sobre a saúde do coração e incentivar mudanças de hábitos ou mesmo a busca por acompanhamento profissional.


Impacto global esperado

A Apple estima que, já no primeiro ano, mais de 1 milhão de pessoas com hipertensão não diagnosticada sejam notificadas pelo recurso.

E o mais impressionante: ele estará disponível em mais de 150 países e regiões, incluindo Estados Unidos, União Europeia, Hong Kong e Nova Zelândia.

Nos testes, o sistema demonstrou alta precisão, atingindo 95,3% de especificidade em pessoas com pressão sanguínea normal, o que significa que poucas notificações incorretas são geradas.

Com isso, o recurso não só identifica riscos, mas também ajuda a criar conversas essenciais com médicos, despertando a consciência para doenças graves como AVC, insuficiência renal e problemas cardíacos.

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Renê Fraga é fundador do Novidad.es e editor-chefe do Eurisko. Atua há mais de 20 anos com projetos digitais e produção de conteúdo, acompanhando de perto tendências em tecnologia, cultura pop, games, inovação, mobilidade e experiências gastronômicas. No Novidad.es, conecta leitores às novidades que moldam o cotidiano moderno.
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