A Anthropic, criadora do chatbot Claude, acaba de lançar um novo plano de assinatura chamado “Max”, que pode chegar a US$ 200 por mês (cerca de R$ 1.000).
A novidade chama atenção não só pelo preço elevado, mas também pelo fato de ainda impor limites de uso — mesmo para quem paga o valor máximo.
O lançamento, divulgado nesta semana, coloca em teste o quanto os entusiastas de IA estão dispostos a investir por mais acesso e poder computacional.
O plano Max surge como uma evolução dos pacotes atuais, com promessas de mais interações com o assistente virtual. Quem optar pela versão de US$ 100 mensais poderá enviar cinco vezes mais mensagens do que o plano Pro (de US$ 18), enquanto os assinantes do pacote mais caro terão um salto de até 20 vezes no limite de prompts.
Para efeito de comparação, hoje os usuários Pro conseguem enviar cerca de 45 mensagens a cada cinco horas.
Apesar do valor elevado, os assinantes Max ainda não têm uso ilimitado da IA — algo que diferencia a Anthropic da OpenAI, que oferece acesso irrestrito aos seus modelos mais avançados por preços semelhantes.
Por outro lado, quem assinar o plano premium da Claude terá prioridade nos horários de pico, respostas mais longas e poderá experimentar recursos e modelos futuros antes dos demais.
Esse movimento da Anthropic acompanha uma tendência entre empresas de inteligência artificial que buscam equilibrar os altos custos de desenvolvimento com receitas recorrentes.
Ao lançar o plano Max, a companhia tenta entender até onde vai o interesse dos usuários por experiências de IA mais robustas — mesmo que isso signifique abrir a carteira de vez.



