Firefox 147 corrige bug de 20 anos no Linux e expande WebGPU

Renê Fraga
2 min de leitura

Principais destaques:

  • Navegador resolve um problema histórico de organização de arquivos no Linux
  • WebGPU passa a vir ativado por padrão no macOS com Apple Silicon
  • Atualização prioriza desempenho, segurança e padrões modernos da web

A Mozilla iniciou 2026 com o lançamento do Firefox 147, uma atualização que chama atenção menos pelo visual e mais pelas mudanças profundas sob o capô.

A nova versão do navegador aposta em correções estruturais, melhorias de desempenho e avanços técnicos que afetam diretamente usuários de desktop, mobile e desenvolvedores web.

Linux recebe correção aguardada há décadas

Um dos pontos mais simbólicos do Firefox 147 está no Linux. Após mais de 20 anos, o navegador passa a respeitar a especificação XDG para diretórios base, separando corretamente arquivos de configuração, dados e cache.

Isso encerra a antiga prática de concentrar tudo em uma única pasta oculta, trazendo mais organização e alinhamento com os padrões modernos das distribuições Linux. A mudança vale para novas instalações e novos perfis, sem impactar usuários antigos.

WebGPU e vídeo ganham impulso

No campo gráfico, o Firefox 147 amplia o suporte ao WebGPU, que agora vem habilitado por padrão no macOS rodando em chips Apple Silicon. Isso abre caminho para aplicações web mais avançadas, com uso intensivo de GPU, diretamente no navegador.

Já no desempenho de vídeo, a ativação do modo zero-copy para decodificação por hardware em GPUs AMD no Linux e no Windows reduz o consumo de recursos e melhora a eficiência geral.

Segurança, web moderna e recursos estáveis

A atualização também avança em segurança, iniciando a migração do Safe Browsing para uma nova versão baseada em listas locais, o que diminui a exposição de dados na rede. No Android, o isolamento de sites passa a ser padrão, oferecendo proteção extra contra ataques sofisticados.

Além disso, recursos antes experimentais, como o Picture-in-Picture automático, chegam à versão estável, enquanto desenvolvedores ganham suporte a novos padrões CSS e técnicas de compressão que ajudam a acelerar o carregamento das páginas.

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Renê Fraga é fundador do Novidad.es e editor-chefe do Eurisko. Atua há mais de 20 anos com projetos digitais e produção de conteúdo, acompanhando de perto tendências em tecnologia, cultura pop, games, inovação, mobilidade e experiências gastronômicas. No Novidad.es, conecta leitores às novidades que moldam o cotidiano moderno.
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