França tenta acabar com chats criptografados

Renê Fraga
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O fundador do Telegram, Pavel Durov, acaba de soar o alarme: a França está prestes a dar um passo perigoso contra a privacidade digital.

Em um post em seu canal oficial, ele criticou duramente um projeto de lei francês que tentou obrigar aplicativos de mensagem a criar “portas dos fundos” para a polícia acessar conversas privadas.

A proposta, aprovada no Senado, foi barrada por pouco na Assembleia Nacional – mas a ameaça ainda não acabou.

Durov não mediu palavras: se a lei fosse aprovada, a França seria o primeiro país do mundo a acabar com a criptografia de ponta a ponta em mensageiros.

Nem mesmo nações conhecidas por autoritarismo, segundo ele, ousaram fazer algo tão extremo.

O risco? Uma brecha criada para “combater o crime” poderia ser explorada por hackers e até mesmo por serviços de inteligência estrangeiros, colocando milhões de usuários em perigo.

O criador do Telegram também destacou um ponto crucial: mesmo que aplicativos populares fossem obrigados a enfraquecer a segurança, criminosos simplesmente migrariam para plataformas menores e menos reguladas.

Ou seja, a lei não impediria atividades ilegais, mas deixaria pessoas comuns vulneráveis. Ele lembrou que, em 12 anos de existência, o Telegram nunca entregou o conteúdo de uma única conversa – apenas dados como IP e números de telefone, seguindo rigorosos processos judiciais.

Apesar da vitória temporária, Durov alerta que a batalha pela privacidade está longe de acabar. A Comissão Europeia já discute medidas semelhantes, e a pressão contra a criptografia continua.

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Renê Fraga é fundador do Novidad.es e editor-chefe do Eurisko. Atua há mais de 20 anos com projetos digitais e produção de conteúdo, acompanhando de perto tendências em tecnologia, cultura pop, games, inovação, mobilidade e experiências gastronômicas. No Novidad.es, conecta leitores às novidades que moldam o cotidiano moderno.
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