iPhone dobrável da Apple pode estrear dobradiça de metal líquido, aponta vazamento

Renê Fraga
4 min de leitura

Principais destaques:

  • A Apple pode usar metal líquido na dobradiça de seu primeiro iPhone dobrável.
  • O material promete mais resistência, leveza e durabilidade em comparação a metais tradicionais.
  • O uso de titânio no chassi ainda é incerto por custos e desafios de produção.

O primeiro iPhone dobrável da Apple voltou a ser assunto nesta semana após um novo vazamento indicar mudanças importantes nos materiais do aparelho.

Segundo informações da cadeia de suprimentos, a empresa estaria preparando uma dobradiça feita com uma liga avançada de metal líquido, além de estudar um chassi reforçado, possivelmente em titânio.

Se confirmado, o movimento marcaria a aplicação mais relevante dessa tecnologia em um produto da marca desde que a Apple garantiu direitos exclusivos sobre o material, ainda em 2010.

Metal líquido pode resolver o maior problema dos dobráveis

O rumor surgiu a partir do informante yeux1122, que citou fontes do setor de materiais.

A ideia seria usar uma versão aprimorada do metal líquido já presente em peças pequenas do iPhone, como a ferramenta de ejeção do SIM, agora em escala estrutural. Esse tipo de liga não possui estrutura cristalina, o que aumenta a resistência a deformações e o desgaste causado por movimentos repetidos.

Em dispositivos dobráveis, a dobradiça costuma ser o ponto mais vulnerável. Por isso, o uso de metal líquido pode representar uma vantagem importante ao oferecer robustez com menos peso do que o aço inoxidável tradicional, algo essencial para um aparelho que será aberto e fechado milhares de vezes ao longo de sua vida útil.

Titânio no chassi ainda divide opiniões

Outro ponto citado no vazamento é o possível uso de uma liga de titânio mais leve e resistente no chassi do aparelho.

Apesar disso, há ceticismo no mercado. Relatórios anteriores apontavam que a Apple poderia optar por alumínio ou até um material híbrido, buscando reduzir custos e facilitar a produção em larga escala.

O histórico recente da empresa mostra que o titânio traz benefícios, mas também desafios logísticos. Por isso, a decisão final pode depender do equilíbrio entre peso, preço e viabilidade da cadeia de suprimentos, algo que só deve ser definido mais perto do início da produção em massa.

Lançamento, telas e preço estimado

As expectativas indicam que o iPhone dobrável da Apple pode ser apresentado em setembro de 2026, junto à linha iPhone 18 Pro.

O modelo seguiria o formato de livro, com uma tela interna de cerca de 7,8 polegadas e uma externa próxima de 5,5 polegadas. Analistas como Ming-Chi Kuo estimam preços entre US$ 2.000 e US$ 2.500, enquanto o banco JPMorgan aposta em um valor inicial próximo de US$ 1.999.

Mesmo com o histórico misto de acertos do informante, o volume de rumores sugere que a Apple está avançando no projeto.

Caso o metal líquido realmente ganhe protagonismo, o iPhone dobrável pode estrear não apenas um novo formato, mas também uma mudança significativa na engenharia de materiais da empresa.

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Renê Fraga é fundador do Novidad.es e editor-chefe do Eurisko. Atua há mais de 20 anos com projetos digitais e produção de conteúdo, acompanhando de perto tendências em tecnologia, cultura pop, games, inovação, mobilidade e experiências gastronômicas. No Novidad.es, conecta leitores às novidades que moldam o cotidiano moderno.
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