Musk considera transformar Starlink em operadora de telefonia móvel

Renê Fraga
3 min de leitura

🚀 Principais destaques:

  • SpaceX fecha acordo bilionário e ganha acesso a novas faixas de frequência.
  • Elon Musk cogita transformar a Starlink em uma operadora celular global.
  • Especialistas questionam se o modelo é viável no curto prazo ou se dependerá de parcerias.

O acordo que pode mudar o jogo

A SpaceX surpreendeu o mercado ao fechar um acordo de US$ 17 bilhões com a EchoStar, adquirindo importantes faixas de espectro na faixa de 1.9GHz e 2GHz.

O negócio fortalece a Starlink, que já vinha oferecendo serviços de internet via satélite, e abre espaço para que a empresa evolua rumo ao mercado de telefonia celular.

Durante uma participação no All-In Podcast, Elon Musk deixou escapar a ideia: a Starlink poderia se tornar uma operadora global de telefonia móvel, competindo com gigantes como AT&T e Verizon.


O que já está em andamento

Hoje, a Starlink já colabora com a T-Mobile para oferecer mensagens e dados via satélite, mas a compra de novas frequências promete ir além.

Segundo Musk, os avanços podem permitir um serviço comparável ao 4G atual, incluindo transmissão de vídeo e uso de aplicativos diretamente do celular, mesmo em regiões isoladas.

Porém, existe um obstáculo: os celulares atuais não suportam as novas frequências. Será preciso um ajuste de hardware, estimado em dois anos de desenvolvimento junto aos fabricantes de chips e smartphones.


Desafios e próximos passos

Apesar do entusiasmo, analistas do setor têm uma visão mais cautelosa. O receio é que, em áreas urbanas densamente povoadas, a capacidade da rede via satélite não consiga competir com as redes tradicionais.

Por isso, muitos especialistas acreditam que a estratégia mais realista da SpaceX seja firmar parcerias com fabricantes como Apple e com grandes operadoras ao redor do mundo, em vez de competir sozinha.

Até mesmo o CEO da AT&T minimizou o impacto, destacando que construir uma rede celular robusta exige muito mais do que lançar satélites.


O futuro da conexão está no espaço?

Seja como uma operadora global independente ou como parceira das grandes empresas de telecom, a Starlink já mostrou que pretende transformar a forma como nos conectamos.

Para regiões rurais e locais remotos, o serviço pode representar um salto de qualidade quase imediato. Mas nas cidades, a disputa com as redes terrestres será difícil.

Musk, como sempre, vende uma visão ousada do futuro – agora, resta saber se o espaço será suficiente para abrigar também a nova era da telefonia móvel.

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Renê Fraga é fundador do Novidad.es e editor-chefe do Eurisko. Atua há mais de 20 anos com projetos digitais e produção de conteúdo, acompanhando de perto tendências em tecnologia, cultura pop, games, inovação, mobilidade e experiências gastronômicas. No Novidad.es, conecta leitores às novidades que moldam o cotidiano moderno.
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