A Apple parece precisar de uma reinvenção, mas a tão aguardada virada pode não acontecer na próxima WWDC. De acordo com a Bloomberg, o evento pode decepcionar quando o assunto é inteligência artificial.
Fontes internas temem que a apresentação não só falhe em convencer o público dos avanços da empresa, como também evidencie o quanto a Apple está atrás de concorrentes como Google e OpenAI.
Os rumores indicam que esta edição da conferência será bem mais modesta que as anteriores, que trouxeram o Vision Pro (2023) e o conceito do Apple Intelligence (2024).
A empresa parece estar guardando suas cartas para 2026, quando promete mostrar que ainda pode liderar no mundo da IA. Mas esperar mais um ano é arriscado em um mercado que não para de evoluir.
Segundo Mark Gurman, da Bloomberg, o grande anúncio relacionado à IA nesta WWDC será a abertura dos modelos básicos da Apple para desenvolvedores externos.
São modelos menores (cerca de 3 bilhões de parâmetros) focados em tarefas locais, como resumos de texto. Uma novidade útil, mas nada revolucionária.
Além disso, a empresa deve revelar: um novo modo de baixo consumo, o app Tradutor integrado à Siri e aos AirPods, e até mudanças de nome em recursos do Safari e Fotos, agora com o selo “powered by AI”.
O que realmente importa, porém, deve ficar para 2026. Entre os projetos em desenvolvimento estão: uma Siri totalmente repaginada, capaz de conversas naturais (tipo o ChatGPT de voz), integração de IA no app Atalhos e até um “serviço médico de IA” chamado Mulberry.
Enquanto isso, a Apple testa internamente modelos de até 150 bilhões de parâmetros, comparáveis ao ChatGPT, mas ainda hesita em lançá-los publicamente.
A pergunta que fica é: até quando a empresa pode esperar para entrar de vez na corrida da IA sem ficar para trás?
As grandes mudanças prometidas para 2026 podem valer a pena, mas, por enquanto, a Apple parece preferir jogar no seguro.
