A corrida pela conexão entre cérebro e máquina acaba de dar mais um passo importante!
A Precision Neuroscience, startup americana fundada há apenas quatro anos, acaba de receber a aprovação da FDA (agência reguladora dos EUA) para realizar testes clínicos de longo prazo com seu implante cerebral. O dispositivo, que promete ler sinais neurais, pode ser uma esperança para pessoas com paralisia.
Antes, a empresa só podia testar o implante por curtos períodos — de alguns minutos a poucas horas — e apenas durante cirurgias cerebrais. A limitação existia porque não havia autorização para testes mais extensos. Agora, a FDA liberou ensaios que podem durar até 30 dias, abrindo portas para descobertas inéditas sobre o funcionamento do cérebro.
O implante aprovado é uma película ultrafina com 1.024 eletrodos, colocada diretamente na superfície do cérebro. Esses eletrodos são capazes não só de “ler” a atividade neural, mas também de estimular áreas específicas — e, segundo os desenvolvedores, o dispositivo é seguro para ficar em contato com o tecido cerebral. Embora ainda não esteja 100% funcional, essa fase permitirá traduzir sinais cerebrais em comandos de computador com muito mais precisão.
E os planos não param por aí! A Precision Neuroscience quer usar essa tecnologia para restaurar movimentos e fala em pacientes com limitações severas.
A versão final do implante será sem fios, permitindo uma interação direta entre cérebro e máquina. Parece ficção científica, mas está cada vez mais perto de virar realidade!



