Em um discurso impactante, o presidente da Samsung Electronics, Lee Jae-yong, fez um alerta dramático: a gigante tecnológica está em uma encruzilhada e precisa agir rápido para não ficar para trás.
Em um vídeo direcionado a 2.000 executivos, Lee deixou claro que a empresa enfrenta riscos existenciais, especialmente diante da acirrada disputa por liderança em setores como chips de memória e inteligência artificial.
A mensagem foi dura: é hora de priorizar inovação, mesmo que isso signifique sacrificar lucros no curto prazo.
O maior desafio da Samsung hoje é recuperar o terreno perdido no mercado de memórias de alta performance (HBM), onde a concorrente SK hynix saiu na frente. Mas os problemas não param por aí: a empresa vem perdendo espaço em outras frentes importantes.
Dados recentes mostram que sua fatia no mercado de TVs caiu de 30,1% para 28,3% em um ano, enquanto a participação nos smartphones recuou de 19,7% para 18,3%. Até no segmento de DRAM, tradicionalmente dominado pela Samsung, houve queda—de 42,2% para 41,5%.
O resultado? O desempenho financeiro está abaixo das expectativas, com o lucro operacional do primeiro trimestre de 2025 projetado para cair assustadores 22,5%.
Os atrasos na produção de HBM e a pressão dos concorrentes deixaram os investidores em alerta. Lee não poupou palavras: ou a Samsung se reinventa urgentemente, ou pode ver seu reinado global desmoronar.
A mensagem do CEO é um chamado à guerra. Resta saber se a empresa conseguirá se reorganizar a tempo de retomar a liderança—ou se assistirá, impotente, ao avanço implacável da concorrência.



