Segundo a BBC News, Donald Trump declarou que “muito provavelmente” concederá um prazo adicional de 90 dias ao TikTok antes que o banimento do aplicativo entre em vigor nos Estados Unidos.
A declaração veio poucos dias antes de sua posse como o 47º presidente do país, e um anúncio oficial sobre o assunto deve ser feito na segunda-feira.
O TikTok, que estava sob ameaça de ficar “fora do ar” no domingo, parece ter ganho um pequeno alívio em meio ao impasse legal e político.
O cenário é tenso: na sexta-feira, a Suprema Corte manteve uma lei que exige que a ByteDance, empresa chinesa proprietária do TikTok, venda o aplicativo até 19 de janeiro, ou ele será banido nos EUA.
A ByteDance, no entanto, se recusa a buscar um comprador, enquanto a Casa Branca acusa o TikTok de usar a situação como “teatro político”.
Enquanto isso, milhões de usuários americanos aguardam ansiosos pelo desfecho, especialmente criadores de conteúdo e pequenos negócios que dependem da plataforma para sua renda.
A questão vai além do entretenimento. Autoridades de segurança nacional têm expressado preocupação com a possibilidade de espionagem chinesa por meio dos dados coletados pelo TikTok, acusações que a empresa nega veementemente.
Ainda assim, a controvérsia entre EUA e China sobre o aplicativo gerou tensão diplomática. A embaixada chinesa em Washington afirmou que as ações americanas são injustas e prometeu tomar medidas para proteger os interesses do país.
Enquanto isso, milhões de usuários do TikTok nos EUA, incluindo políticos que veem a plataforma como uma ferramenta poderosa para alcançar eleitores jovens, estão preocupados com o futuro do aplicativo.
Em um cenário de incerteza, o mercado digital já sente os impactos, com rivais como Instagram Reels e YouTube Shorts preparados para preencher o vazio caso o TikTok seja de fato desligado.
O que virá a seguir? O mundo está atento.
