Parece que a compra do Twitter por US$ 44 bilhões não foi um erro tão grande quanto muitos imaginavam.
Segundo um relatório recente do The Wall Street Journal, a plataforma agora está atraindo investidores de peso e mostrando sinais de recuperação financeira significativos.
De acordo com a publicação, os bancos concluíram a venda de US$ 5,5 bilhões em dívidas atreladas ao X na última quarta-feira. Inicialmente, esperava-se que fossem vendidas cerca de US$ 3 bilhões a 95 centavos por dólar, mas a alta demanda levou a um aumento na oferta.
No fim, os investidores adquiriram os empréstimos a 97 centavos por dólar, com uma taxa de juros flutuante de aproximadamente 11%.
Desde que Musk assumiu o controle da rede social, a empresa passou por mudanças drásticas. A saída de anunciantes impactou fortemente a receita publicitária, mas o bilionário ajustou a operação para tornar a empresa menos dependente desse modelo de negócios.
Em uma recente reunião com investidores, executivos do Morgan Stanley e a CEO do X, Linda Yaccarino, destacaram a melhora na saúde financeira da plataforma e sua conexão com a xAI, startup de inteligência artificial de Musk avaliada em US$ 50 bilhões no ano passado.
Os números de 2024 mostram uma mudança expressiva. No último ano antes da aquisição, o Twitter registrava um EBITDA ajustado de US$ 682 milhões e uma receita anual de US$ 5 bilhões.
No ano passado, o X atingiu um EBITDA de US$ 1,25 bilhão, embora a receita tenha caído para US$ 2,7 bilhões. Apesar dessa queda, a empresa reduziu drasticamente seus custos, o que impressionou os investidores.
Sobre os resultados, Musk brincou em um post: “É quase como se eu fosse bom com dinheiro.” Ele também ressaltou que ainda há espaço para melhorias e que a receita deve crescer rapidamente com o fim do boicote publicitário.
