Linkin Park transforma shows em São Paulo em álbum ao vivo com 20 faixas

Renê Fraga
8 min de leitura

Principais destaques

  • Um registro histórico: Unshatter Film Soundtrack (Live in São Paulo) reúne 20 músicas gravadas nos shows do Linkin Park no Allianz Parque, em novembro de 2024.
  • A nova fase da banda: o álbum registra algumas das primeiras versões ao vivo oficiais do repertório de From Zero com Emily Armstrong e Colin Brittain.
  • Do palco para o cinema: o projeto também é a trilha sonora oficial de LINKIN PARK: UNSHATTER, documentário dirigido por Joe Hahn sobre o retorno da banda.

São Paulo virou parte da história do Linkin Park 🎤

O Linkin Park acaba de transformar uma das passagens mais importantes de sua nova era em um registro permanente.

Lançado pela Warner Records, Unshatter Film Soundtrack (Live in São Paulo) reúne 20 faixas gravadas durante os shows realizados no Allianz Parque, em novembro de 2024. O álbum chega acompanhado de novos vídeos e funciona como extensão musical do documentário LINKIN PARK: UNSHATTER.

A escolha de São Paulo não é exatamente casual.

Os shows aconteceram em um momento decisivo para a banda: era o início da era From Zero, primeiro álbum do grupo após seu retorno aos palcos, agora com Emily Armstrong nos vocais e Colin Brittain na bateria.

🇧🇷 E tem um detalhe importante: a primeira das duas apresentações aconteceu em 15 de novembro de 2024, justamente no dia do lançamento de From Zero.

💡 São Paulo acabou registrada como um dos primeiros grandes capítulos da nova formação do Linkin Park.

Vinte músicas para marcar o recomeço 🎶

O repertório percorre diferentes fases da carreira da banda e mistura clássicos com músicas da nova formação.

Entre os destaques estão “Somewhere I Belong”, “The Catalyst”, “Waiting for the End”, “What I’ve Done”, “Leave Out All the Rest”, “Numb”, “In the End”, “Faint”, “Papercut” e “Bleed It Out”.

Também aparecem faixas de From Zero, como “The Emptiness Machine”, “Casualty”, “Two Faced”, “Over Each Other” e “Heavy Is the Crown”.

O resultado é praticamente uma fotografia sonora da transição entre duas eras.

O repertório completo

#Faixa
1“Inception / Intro”
2“Somewhere I Belong”
3“The Emptiness Machine”
4“Creation / Interlude”
5“The Catalyst”
6“Waiting for the End”
7“Casualty”
8“Two Faced”
9“Break Collapse / Interlude”
10“Lost”
11“What I’ve Done”
12“Leave Out All the Rest”
13“Over Each Other”
14“Numb”
15“In the End”
16“Faint”
17“Resolution / Intro”
18“Papercut”
19“Heavy Is the Crown”
20“Bleed It Out”

E Emily Armstrong está no centro desse registro 🔥

O álbum tem outro peso porque documenta, em formato oficial, um repertório conhecido pelos fãs sendo apresentado pela primeira vez com a nova formação.

Isso inclui não apenas as músicas recentes, mas também clássicos que ganharam novas interpretações com Armstrong nos vocais.

🎙️ A mudança fica especialmente evidente: a gravação registra a sintonia entre Mike Shinoda e Emily Armstrong em uma fase ainda inicial da parceria nos palcos.

É justamente essa mistura entre familiaridade e novidade que dá ao projeto um caráter diferente de um simples álbum ao vivo.

“Waiting for the End” ganha vídeo

Além do álbum, o Linkin Park também liberou um novo vídeo de “Waiting for the End (Live in São Paulo)”.

A gravação mostra o Allianz Parque durante a apresentação e reforça a dimensão do espetáculo, enquanto a banda interpreta uma das músicas mais marcantes de 2010.

A escolha da faixa também carrega um simbolismo curioso para o momento vivido pelo grupo.

A letra fala sobre recomeços e sobre a dificuldade de iniciar novamente. No contexto da trajetória recente do Linkin Park, a música acabou ganhando uma camada adicional de significado.

O palco também virou cinema 🎬

O álbum não chega sozinho.

Unshatter Film Soundtrack (Live in São Paulo) é a trilha sonora oficial de LINKIN PARK: UNSHATTER, documentário dirigido por Joe Hahn, integrante da banda.

O filme acompanha o processo que levou o grupo de volta aos palcos depois de anos marcados por perdas, incertezas e mudanças.

A narrativa combina imagens de arquivo, bastidores, sessões de estúdio e performances ao vivo para mostrar não apenas a reconstrução musical, mas também a relação entre os integrantes.

🔎 O ponto central: o documentário não pretende contar apenas como o Linkin Park voltou. A proposta é mostrar o que foi necessário para que os integrantes conseguissem seguir adiante.

De From Zero para uma nova fase 🚀

A retomada ganhou força com From Zero, álbum que recebeu duas indicações ao GRAMMY, nas categorias de Melhor Álbum de Rock e Melhor Performance de Rock, esta última por “The Emptiness Machine”.

O retorno também colocou o Linkin Park novamente em uma escala gigantesca de público.

Segundo os dados divulgados pela banda, o grupo foi a única banda de rock a ultrapassar 2 bilhões de streams anuais em 2024.

Não é pouca coisa para uma banda que estava justamente apresentando uma nova configuração ao público.

E o documentário vai além dos shows 👀

LINKIN PARK: UNSHATTER teve sua première em Los Angeles em 24 de setembro, com uma sessão de perguntas e respostas após a exibição.

Mark Hoppus, do Blink-182, participou do evento como mediador. O músico também aparece no documentário.

A produção chega aos cinemas em versões convencionais 2D e, em localidades selecionadas, também em formatos premium como SCREENX, 4DX e Ultra4DX.

A proposta é transformar as apresentações da banda em uma experiência mais imersiva, especialmente nas cenas dos shows.

“O que realmente é necessário para seguir em frente?”

Para Joe Hahn, diretor do filme, UNSHATTER registra um período muito específico da história do Linkin Park, marcado por perdas, incertezas, amizade e reinvenção criativa.

O integrante também destaca que a intenção é permitir que fãs antigos descubram aspectos pouco conhecidos da trajetória da banda, enquanto novos ouvintes possam entender melhor como o grupo chegou à sua atual fase.

E talvez esteja aí a conexão mais interessante entre filme e álbum.

O disco registra o que aconteceu no palco. O documentário tenta mostrar tudo aquilo que aconteceu antes de a banda chegar até ele.

São Paulo, portanto, não aparece apenas como cenário. É parte do registro de um Linkin Park que precisou reaprender a começar.

E agora esse recomeço ganhou 20 faixas para ser ouvido novamente.

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Renê Fraga é fundador do Novidad.es e editor-chefe do Eurisko. Atua há mais de 20 anos com projetos digitais e produção de conteúdo, acompanhando de perto tendências em tecnologia, cultura pop, games, inovação, mobilidade e experiências gastronômicas. No Novidad.es, conecta leitores às novidades que moldam o cotidiano moderno.
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